Corona del Mar

Ontem fui experimentar um café que serve refeições saudáveis onde o ingrediente principal é o abacate: Avocado Cafe. Pedi uma avo toast (tosta com abacate, tomate, ovos escalfados e rebentos por cima. Estava deliciosa e serviu de refeição pré-treino já que em seguida fui correr 7,5Km, em compromisso com o meu #DesafioActivia: correr pelo menos 20Km por semana, para além de comer uma peça de fruta por dia com sementes (geralmente ao lanche).
Mais tarde fui almoçar, ver umas lojas, passear e voltei à praia de Corona del Mar, uma praia que gosto bastante principalmente pela envolvente das palmeiras, vegetação, casas giríssimas e o Pacífico, claro. Como já vos tinha dito a temperatura por aqui já é de primavera e por isso pude usar o meu kimono da Zara que adoro, assim como as novas sandálias da Bimba y Lola, um tributo às do verão passado que eram quase iguais, mas versão sapato em vez de alpercata. Ficam aqui algumas fotos do dia de ontem.

 Kimono, blusa e jeans all Zara (Kimono é desta coleção) // Carteira, sandálias e pulseira Bimba y Lola (sandálias e pulseira são desta coleção) // Óculos Prada.


Hello California

Na segunda-feira às 21h08 aterrei uma vez mais no John Wayne Airport, Orange County, California. Voltei em trabalho a propósito da #3stepdiet e não, não estou de férias :) Depois de três noites, esta será a quarta, ainda estou com jet lag, afinal sempre são 7h de diferença horária, a partir de domingo serão 8h, quando mudar a hora em Portugal.
Hoje foi o primeiro dia em que me senti com coragem de ir correr, mas custou, principalmente porque fui correr às 18h30, o que em Portugal significava 1h30. Foi difícil mas no final soube lindamente, aliás já estava com saudades! Aproveitei que os dias estão mais longos e fui correr junto ao mar, entre Corona del Mar e Newport Beach, um sítio lindo, com um pôr do sol fantástico, a ver o sol ir embora na linha do Pacífico, com a ilha de Santa Catalina a servir de fundo. Lembram-se que me comprometi a correr pelo menos 20Km por semana? Pois é, 5Km já estão!
Já sei que por aí está bastante frio mas por aqui as temperaturas estão bem ao jeito da primavera, com 20 a 22ºC, e na próxima semana já perto dos 25ºC. Esta é uma das coisas boas do sul da Califórnia, está "sempre" bom tempo, mesmo no inverno. Outra coisa ótima é o potencial de comida saudável que têm (em contraste com o muito pouco saudável), com mil e um restaurantes e cafés com sumos, smoothies, superfoods, saladas de comer e chorar por mais, etc.

Se quiserem acompanhar as minhas aventuras aqui pela costa oeste dos Estados Unidos, 
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Trissomia 21

Trissomia 21. Este é daqueles temas que jamais pensei em falar sobre aqui no blog. Porque quando engravidamos jamais equacionamos que nos pode "calhar" a nós, porque não queremos ser confrontadas com esse diagnóstico, porque sabemos que vamos ter de lidar com o estigma, com a dificuldade em ultrapassar uma série de questões relacionadas com o desenvolvimento da criança com trissomia, porque o risco de terem doença cardíaca e outros problemas de saúde é maior, etc.

Hoje (aliás, em Portugal foi ontem), celebra-se o dia mundial da trissomia 21, mas não é por isso que escrevo sobre o tema. Acompanho algumas mães de crianças com t21 e a cada post que vejo sinto que estas mulheres são uma inspiração, um símbolo de força, de amor de mãe, de capacidade de lidar com imprevistos, de pessoas evoluídas que são capazes de tudo para defender aquilo que mais amam e querem na vida: os seus filhos. A essas mulheres devo (ou devemos) um sentimento de respeito, orgulho na condição de ser mãe e de amar incondicionalmente, de acreditar num futuro melhor, de nos fazer perceber que os nossos "problemas" do dia-a-dia são apenas pormenores, ou "bullshit" como se diz aqui nos Estados Unidos. 

Ter um bebé com t21 não significa uma fatalidade mas em vez disso uma realidade diferente da que imaginamos. Não será pior, mas em vez disso diferente. Haverá dificuldades e obstáculos a ultrapassar, muitos deles diferentes dos que são mais habituais, mas existem outros que não farão parte da lista destas crianças, ou melhor pessoas, já que a esperança média de vida já se assemelha em muito àqueles que não sofrem deste distúrbio genético.

Deixo-vos com um excerto do texto de entrada para os "Novos Pais" do site Pais 21 Nós Acreditamos, criado por um grupo de pais, técnicos e amigos que se juntaram em 2008 para informar, partilhar novidades e descobrir novas especificidades à volta da trissomia 21 (t21).

Se veio a esta página provavelmente terá sido mãe, pai, irmão, avó ou amigo de um bebé com trissomia 21. PARABÉNS!

A confirmação do diagnóstico e os tempos que se seguem podem ser extremamente dolorosos. Nós, como pais de crianças e jovens com Trissomia 21, também passámos por esse momento. É muito difícil aceitar o nascimento de um filho diferente. As dúvidas e os medos são inúmeros: O que vou fazer? Como vou fazer? O que vai ser da minha vida daqui para a frente? Como vou dizer à família e amigos? O que digo aos irmãos? E acima de tudo: o sentimento de culpa e o porquê eu? Todos estes sentimentos são normais e necessários para poder iniciar uma nova fase da sua vida com o seu filho recém-nascido. Terá que se adaptar a esta nova realidade, diferente daquela que tinha idealizado, mas nem por isso pior, apenas diferente.
Parabéns por este bebé?
É natural que situação nova que está a viver o deixe confuso, triste e até revoltado. Afinal, foi mãe ou pai, mas não do bebé com que sonhou durante os nove meses de gestação. A confirmação do diagnóstico: o seu filho tem Trissomia 21 destrói muitos sonhos e planos. A consciência de ter um filho diferente é uma experiência profundamente dolorosa.
Todos nós, pais de crianças e jovens com Trissomia 21, também já passámos por isso e sabemos muito bem o que está a sentir. Além do sentimento de dor, do profundo desespero, há muitas vezes uma rejeição daquele bebé que é nosso e sabemos inocente. É muito difícil aceitar o nascimento de um filho diferente. 
Não será a vida que idealizou, mas será uma vida cheia de conquistas, plena de satisfação e alegria. A pouco e pouco a dor que sente neste momento irá passar. Sabemos que, sem nos darmos conta do quando e como, começamos a olhar de maneira diferente para estes nossos filhos. Descobrimos que, afinal, aquele bebé é como todos os outros, um ser único. Damos por nós a achá-los tão bonitos, tão engraçados, tão inteligentes e tão capazes.
Aproveito para partilhar convosco as histórias das mães que acompanho:
e claro Bibá Pitta, figura pública e autora dos livros O Cromossoma do Amor e Não Faz Diferença Nenhuma.