Ainda há dúvidas?

Quando estive grávida do Salvador há 6 anos, o tema da criopreservação das células estaminais esteve naturalmente em cima da mesa. Ouvimos familiares e amigos, lemos alguns artigos e a opção foi fácil de tomar.
Nessa altura, havia dúvidas sobre a probabilidade da utilização do sangue do cordão umbilical, aliás ainda as há, se bem que menos, e apesar de alguns estudos demonstrarem as suas limitações, para mim chega saber que é a hipótese de salvar a vida de um filho a um preço que considero justo.
Criopreservar é como fazer um seguro de vida, mas daqueles que nós não queremos utilizar. Como costumo dizer, espero nunca vir a rentabilizar o investimento que fiz quando criopreservei as células do Salvador e da Carminho.
Hoje em dia já não se criopreserva apenas as células estaminais do sangue do cordão umbilical, mas também as células mesenquimais do tecido. Um avanço da ciência e da medicina neste últimos anos, que reforça as possibilidades de utilização destas células, que devido às suas características, já podem ser utilizadas em mais de 60 doenças.
Agora que estou grávida pela terceira vez nem hesitei quando me perguntaram se ia criopreservar, claro que sim. As probabilidades de compatibilidade de cada um deles entre si é de apenas 25%, sendo que apenas o próprio tem 100% de histocompatibilidade. Acredito que criopreservar é guardar uma fonte de vida e por isso o kit já cá está em casa, pronto para ser levado para a maternidade.

O Salvador e a Carminho no 2.º e 1.º dia de vida respetivamente.

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1 comentário :

  1. Um tema polémico, sem dúvida, mas gostei da forma clara como explicou o seu ponto de vista.

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