Real life

Esta foi uma semana particularmente difícil. Chegar a casa todos os dias entre as 20h e as 21h, estar no trânsito 3 a 4 horas por dia, passar cerca de 12 horas fora de casa foi uma total violência para mim e daí a minha ausência aqui no blog. Chegava a casa demasiado cansada e esgotada psicologicamente, cheia de saudades deles, houve dias em que o Vicente ou a Carminho já estavam a dormir e eu só queria poder estar com eles e aproveita-los ao máximo.
Foi há duas semanas que voltei a trabalhar em horário completo, ou seja, oito horas por dia e posso dizer-vos que não tem sido nada fácil. Bem sei que a esmagadora maioria de nós vive essa realidade, aliás, eu própria sempre trabalhei até às 19h sensivelmente, exceto nos dias de consultas em que terminava mais tarde, no entanto, voltar a este cenário tem sido duríssimo. Provavelmente porque hoje em dia saio de casa antes das 8h para ir deixar a Carminho e o Salvador no colégio, para além de que tem estado imenso trânsito em Lisboa por causa da chuva, de obras que por aí andam e por um sem número de acidentes que só atrapalham.
Dou por mim a pensar que não pode ser assim, que eles precisam de mim, mas na realidade eu também preciso deles, de fazer parte das suas rotinas, tais como tomar banho e jantar. Penso também muitas vezes nas mulheres que têm de ir levar e buscar as crianças à escola e questiono de que forma é que isso é possível... Agradeço todos os dias ao suporte e ajuda que tenho, porque sem isso a minha vida seria totalmente diferente. Ainda assim, por vezes gostava de ter a possibilidade de os acompanhar mais nesta fase da vida, em que são pequenos, sabendo que jamais voltarei a ter essa possibilidade.
Tenho aproveitado todos os momentos deste final de semana para estar com eles e por isso só agora tirei uns minutos para vos escrever este post. Sempre gostei dos domingos por serem dias de descanso, mas também de planeamento, em que organizo a semana por forma a geri-la da melhor forma. E convosco, como é?


Mais sobre este tema aqui.

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1 comentário :

  1. Olá Filipa, somos dos países que mais sacrifica o tempo que as mães/pais deveriam ter diariamente com os filhos mas há que pensar que de alguma forma eles também crescem e aprendem a viver com essa realidade. um grande beijinho

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